CNH sem autoescola obrigatória: entenda a proposta do governo

O governo federal anunciou uma proposta inovadora que pode transformar o processo de habilitação no país: a CNH sem autoescola obrigatória. A medida pretende flexibilizar a exigência de aulas em autoescolas para tirar a carteira de motorista, permitindo que o candidato escolha como se preparar — com instrutores autônomos, por conta própria ou por meio de cursos digitais.
A mudança começa pelas categorias A e B, e o objetivo central é reduzir custos e democratizar o acesso à CNH.
- Consulta pública já está em andamento
- O que muda com a CNH sem autoescola obrigatória?
- Redução de custos é o foco da medida
- E as autoescolas? Elas continuam funcionando?
- O que dizem especialistas e exemplos internacionais?
- Vantagens da CNH sem autoescola obrigatória
- Desafios e pontos de atenção
- Próximos passos da proposta
- Vídeo explicativo
- Veja também
- Fonte da notícia
Consulta pública já está em andamento
Para iniciar o debate com a sociedade, o governo abriu uma consulta pública no dia 2 de outubro. A ideia é ouvir a população e ajustar a proposta com base nas sugestões recebidas. Além disso, o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) lidera os estudos técnicos e normativos que darão base à nova regulamentação.
Portanto, a medida não será imediata. Ela seguirá um cronograma com etapas de avaliação, ajustes e testes-piloto.
O que muda com a CNH sem autoescola obrigatória?
Atualmente, o processo exige 45 horas de aulas teóricas e 20 horas de aulas práticas em autoescolas credenciadas. Com a proposta, isso se tornará opcional. Assim, o candidato poderá:
- Contratar um instrutor autônomo credenciado pelo Detran
- Estudar de forma autônoma, utilizando materiais online
- Optar por cursos digitais oficiais em plataformas do governo
- Ou ainda, manter o modelo atual com aulas em autoescolas
Importante destacar: as provas teórica e prática continuarão obrigatórias.
Redução de custos é o foco da medida
Segundo o ministro dos Transportes, Renan Filho, o valor médio para tirar a CNH hoje varia entre R$ 3 mil e R$ 4 mil. Como consequência, cerca de 20 milhões de brasileiros dirigem sem habilitação.
Com a flexibilização, o custo poderá cair até 80%, segundo estimativas do governo. Essa redução tornaria o processo mais acessível para milhões de cidadãos, principalmente em regiões periféricas e áreas rurais.
“O objetivo é tornar o processo mais simples e menos custoso. A maioria das pessoas não precisa das 20 horas práticas exigidas hoje. Queremos garantir a segurança, mas com menos burocracia”, afirmou o ministro.
E as autoescolas? Elas continuam funcionando?
Sim. As autoescolas não serão extintas. Elas continuarão autorizadas a oferecer seus serviços, porém, a matrícula nelas deixará de ser obrigatória.
Mesmo assim, o governo planeja manter regras rigorosas para o credenciamento de instrutores autônomos, que precisarão passar por formação específica, disponível em plataformas digitais oficiais.
O que dizem especialistas e exemplos internacionais?
Paulo César Marques da Silva, professor da Universidade de Brasília (UnB) e especialista em trânsito, destaca que o modelo de CNH sem autoescola obrigatória já funciona em diversos países com segurança viária consolidada.
“Na maioria dos países com bom desempenho no trânsito, não há exigência de autoescola. O que existe é um exame rigoroso. Aqui, a obrigatoriedade pode ser um obstáculo para quem não tem dinheiro. Pode ser mais justo flexibilizar e manter a exigência da prova”, argumenta o especialista.
Além disso, ele lembra que a formação flexível pode ampliar o número de motoristas habilitados sem comprometer a segurança — desde que haja avaliação rígida e fiscalização.
Vantagens da CNH sem autoescola obrigatória
- Redução de custos
- Desburocratização do processo
- Inclusão social
- Incentivo à legalização
- Inovação educacional com ensino digital
Desafios e pontos de atenção
Apesar dos benefícios, o projeto exige cuidados:
- Garantir a qualidade da formação, mesmo fora da autoescola
- Credenciar e fiscalizar os instrutores autônomos
- Evitar fraudes e cursos de baixa qualidade
- Harmonizar a aplicação nos estados, considerando a autonomia dos Detrans
Próximos passos da proposta
| Etapa | Situação atual | Previsão |
|---|---|---|
| Consulta pública aberta | Iniciada em 2/10 | 30 dias de duração |
| Ajustes legais e técnicos | Em análise | Até dezembro de 2025 |
| Credenciamento de instrutores | Em planejamento | Primeiro trimestre de 2026 |
| Início do novo modelo | Projeto piloto | Segundo semestre de 2026 |
Vídeo explicativo
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