Regularizar veículo comprado em leilão: veja os custos e como fazer rápido

Veículo recuperado de leilão, aguardando documentação e registro, exibindo detalhes do processo de regularização.

Comprar um veículo em leilão é uma oportunidade de economizar, mas exige atenção. A regularização garante que o carro possa circular legalmente, evitando multas e problemas judiciais. Esse processo inclui pagamento de débitos, transferência de propriedade e atualização de documentos, como CRV, CRLV ou ATPV-e.

Ignorar a regularização pode resultar em retenção do veículo em blitz e custos adicionais, então compreender os valores e passos é fundamental antes de arrematar o carro.


Custos fixos para regularizar veículos de leilão em 2025

Os valores podem variar dependendo do estado e da situação do veículo, mas em média, os custos principais incluem:

  • Taxa de transferência de propriedade: geralmente entre R$ 180 e R$ 260.
  • Emissão do CRV ou ATPV-e: aproximadamente R$ 180 a R$ 200.
  • Vistoria veicular: exigida em muitos estados, custa R$ 120 a R$ 200.
  • Licenciamento anual: valor médio entre R$ 100 e R$ 170, dependendo da unidade federativa.

Mesmo sem contar débitos atrasados, esses custos podem somar R$ 300 a R$ 500 antes de o veículo estar pronto para circular.


Custos variáveis que influenciam o valor final

Além das taxas fixas, os valores podem aumentar dependendo da situação do veículo:

  • IPVA atrasado: deve ser quitado antes da transferência. O valor depende do valor venal do veículo e da alíquota do estado.
  • Multas pendentes: todas devem ser pagas, pois impedem a transferência de propriedade.
  • Taxas adicionais: podem incluir regularização de motor, chassi ou placas em casos de inconsistência ou necessidade de emplacamento novo.

Dessa forma, um carro de leilão pode ter custos de regularização superiores a R$ 1.000, principalmente se houver débitos acumulados.


Passo a passo para regularização de veículo adquirido em leilão

1. Verifique o histórico do veículo

Antes de arrematar, consulte possíveis débitos, restrições e pendências judiciais. Isso ajuda a estimar os custos reais e evita surpresas.

2. Pague débitos e taxas

Quitação de IPVA, multas, DPVAT e licenciamento é obrigatória para transferir a propriedade e liberar o CRLV.

3. Solicite o CRV ou ATPV-e

O leiloeiro fornece documentos que permitem iniciar a transferência. Em leilões digitais, o ATPV-e facilita o processo eletrônico.

4. Realize a vistoria veicular

Se o estado exigir, faça a vistoria para garantir que o veículo não possui irregularidades estruturais ou documentais.

5. Transfira a propriedade

Com todas as taxas pagas, documentos corretos e vistoria aprovada, finalize a transferência junto ao órgão de trânsito ou sistema eletrônico.

6. Emita o CRLV atualizado

Após completar a transferência e pagar o licenciamento, solicite o CRLV digital ou físico para poder circular legalmente.


Exemplo de cálculo de regularização (estimativa)

Considere um carro comprado em leilão com as seguintes despesas:

  • Taxa de transferência: R$ 220
  • Vistoria: R$ 150
  • Emissão do CRV/ATPV-e: R$ 183
  • Licenciamento: R$ 150
  • IPVA atrasado: R$ 1.200
  • Multas pendentes: R$ 350

Total estimado: 220 + 150 + 183 + 150 + 1.200 + 350 = R$ 2.253

Ou seja, os custos podem superar R$ 2.000, dependendo do estado e débitos.


Dicas para economizar e agilizar a regularização

  • Verifique todos os débitos antes de dar lance.
  • Prefira leilões oficiais ou credenciados pelo Detran.
  • Utilize o ATPV-e quando disponível para transferência digital.
  • Planeje vistoria, emplacamento e emissão de documentos no mesmo período.
  • Mantenha uma reserva para custos inesperados, como reparos ou taxas adicionais.

Conclusão

Regularizar um veículo comprado em leilão em 2025 envolve taxas fixas de transferência, licenciamento e emissão de documentos, além de possíveis débitos atrasados. O custo final pode variar entre R$ 300 a mais de R$ 2.000, dependendo do histórico do carro e do estado.

Planejar antecipadamente, consultar o histórico do veículo e somar todos os custos garante segurança jurídica e financeira, evitando surpresas desagradáveis após o arremate.

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